Rodeio Bonito — RS
Rudinei Borges
Cutelaria Borges
Rudinei Borges assina Cutelaria Borges em Rodeio Bonito (RS). Começou forjando discos de arado na pandemia e hoje faz bowies e facas gaúchas, do início à têmpera, no fundo do quintal.
- Gaúcha tradicional
- Churrasco
- Cozinha
- Caça e pesca
- Canivete
- Cutelo
- Campeira
- Bowie
- Hunter
- EDC
Rudinei Borges, que assina Cutelaria Borges, faz facas na oficina montada no fundo do quintal da casa dele, em Rodeio Bonito, no Rio Grande do Sul. A cutelaria é a atividade principal — ele também presta assistência técnica e vende aquecedores solares e sistemas de irrigação. Começou antes da pandemia assistindo ao programa Desafio Sob Fogo, e quando a quarentena abriu um tempo livre, pegou uma lixadeira pequena e, seguindo vídeos no YouTube, fez as primeiras peças com disco de arado, mantendo a têmpera original do disco.
Dos primeiros cursos ao ofício
Em 20 de setembro de 2021 fez o primeiro curso presencial, com o mestre Garcia, em Pinhalzinho, Santa Catarina. Depois do curso, construiu sozinho uma oficina improvisada com forja, lixadeira de cinta e furadeira de bancada, e passou a vender peças para bancar mais material e equipamento. Fez também cursos on-line na plataforma Knifeflix, com o mestre Marco Borchat e outros, e um curso de faca gaúcha e Bowie com o mestre Ismael Biegelmaier. Em 2024, deixou o emprego formal para viver da cutelaria.
No início, YouTube principalmente com Gilson Bortolini, Bigunas, Hugo Teixeira e Ismael Biegelmaier.
A primeira faca gaúcha forjada, feita totalmente na marreta como exigia o curso, segue sendo uma das peças de que mais tem orgulho — e também a mais difícil, segundo ele, por ter sido avaliada para liberar o certificado.
Da bancada ao acabamento
Borges trabalha com todo tipo de aço carbono e, mais recentemente, também com inox; está terminando as primeiras peças em aço damasco, com meta de concluir até o fim do ano. Nos cabos predominam materiais naturais, e ele começou recentemente a testar pedra ametista nas primeiras peças com mineral. Entre os modelos que faz — da gaúcha tradicional à campeira, do bowie ao canivete, entre outros tipos — ainda não tem um que chame de assinatura fixa, mas diz gostar especialmente de fazer bowies e da gaúcha forjada.
Cada faca é feita por ele do início ao fim, incluindo a têmpera. As bainhas ele mesmo costura quando a peça é exclusiva ou encomendada; quando produz “em série”, terceiriza alguns modelos. Aceita encomenda personalizada com nome ou logomarca — o pedido mais frequente é de faca para churrasco — e o tempo de produção varia de dias a semanas, conforme o modelo. As peças partem de R$ 200 e vão até onde o cliente quiser investir, e saem de Rodeio Bonito também para fora do Rio Grande do Sul.
Entre as histórias da oficina, ele conta o dia em que fez seu primeiro canivete — algo que era um sonho desde que começou — e presenteou o filho de 7 anos, para usar nos acampamentos da família.
A oficina e as peças
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